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19:56 Em uma tarde ensolarada de aproximadamente 2 anos passados a Anne deu uma idéia:"Flora, por que a gente não coloca esses desenhos em camisas?" Bom, isso era tudo que eu sempre quis ouvir. Pois estava verbalizado ali, naquela pergunta, um desejo antigo no qual não tinha certeza se devia acreditar. Mas acreditei, ou melhor, acreditamos. Precisávamos de um nome, e logo ele apareceu, vindo de uma das maiores intersecções de nossa amizade: os Beatles - Sempre eles. Marshmallow Fields é uma combinação entre "lucy in the sky with diamonds" e, claro, "strawberry fiels forever". A euforia da nomeação levou, em minutos, à materialização do símbolo. O logo inicial foi rabiscado no verso de uma apostila de química orgânica e logo em seguida scanneado e veterorizado com traços precários de quem mal sabia usar o CorelDraw. Pois lá estava ela: a nossa empresa, o ponto de fuga da nossa criatividade. Espalhamos a notícia, mostramos os esboços das primeiras estampas e encontramos nos velhos amigos clientes sensacionais. Foram eles que nos empurraram para frente e mostraram que era possível sim - Obrigada a todos. Criamos etiquetas, embalagens personalizadas e finalmente distribuímos cada camisa. Acima de tudo elas eram portadoras de amor, de alegria e amizade. Tenho muito a agradecer a marshmallow fields. Por ocupar meus pensamentos; por fortalecer ainda mais todo o carinho que sentia pela Anne; por me estimular a produzir mais, a desvendar o corel; por momentos incomparáveis de felicidade; por me deixar orgulhosa ao ver tantas coisas boas condensadas de forma concreta em cada fio que compunha as camisas. A marshmallow fields surgiu como idéia no final de 2007 e tornou-se efetivamente real em junho de 2008, com a impressão do primeiro grupo de blusas. O tempo passou e os inconvenientes também vieram. Estudos, tempo e principalmente quilômetros demais nos levaram a esfriar a produção. Hoje a marshmallow fields é e pra sempre será um projeto permanente. Permanente porque não se não baseia no lucro, ou em qualquer aspecto material, mas sim na doce lembrança dos dias de ensino médio, de abraços, de esperança. Primeiro projeto gráfico de divulgação. Segunda arte para divulgação - desenho da Anne. Executada no fim de junho de 2008 num final de semana regado a suco de maracujá.Marcadores: amigos, Marshmallow Fields, the beatles 0 Comentáriosdomingo, 15 de fevereiro de 2009
12:24 The Beatles; Drive my car, do Rubber Soul.Carro, inicialmente usado para o logo da banda "Mavericks" (de amigos queridos), em novo contexto ritmado. Marcadores: the beatles 0 Comentários11:46 Andei ausente, peço desculpas. Não sei bem como lidar com o tempo; companheiro astuto e imprevisível. Andei por dias de nostalgia, risos, alegria e saudade. Entreguei-me às horas, e não vi quando elas passaram velozes por mim. Estou em férias, em minutos intermináveis de preguiça. A sonolência, no entanto, equipara-se à ansiedade com as mudanças nos próximos meses. Ontem, hoje e amanhã são mundos de galáxias diferentes, e eu aqui tentando segurar todos de uma só vez. "Amarguras, recriminações, conselhos, moralidade, tristeza - tudo lhe pesava nas costas enquanto à sua frente descortinava-se a alegria esfarrapada de simplesmente ser." On The Road - Jack Kerouac Me vi (despretensiosamente) nas linhas de Jack. Li, e do início ao final, pensei na minha própria jornada, na jornada da vida. Vida, mas não como sequência de acontecimentos. Como reluzente reunião de paisagens e pessoas. Passivos de mudanças; agentes da transformação do ser. Quis ter um pouco da coragem Dean Moriarty, quis ter paixão como Sal Paradise. Quis olhar o mundo, crescer, conhecer. Saber notícias, desvendar estórias, lugares, mentes. Peguei carona, esqueci o dinheiro. Não quero voltar. Obrigada, Mallu. Marcadores: beatnik, livros, on the road 0 Comentáriosterça-feira, 3 de fevereiro de 2009
09:32 Sabe o cachimbo do Magritte? (Aquele que diz que não é cachimbo coisa nenhuma)
Esse é o problema da representação: olhando assim de um jeito só, é impossível conhecer de verdade qualquer objeto. Um quadro com o desenho de um cachimbo realmente, Sr. Magritte, não é um cachimbo. E os humanos, são o quê? Vemos uma pessoa, perguntamos seu nome. Será que a conhecemos? Longe disso! A tendência natural é que façamos deduções superficiais, que diante da complexidade da espécie, tem margem de erro incalculável. Assim, nos baseamos, na maior parte do tempo, em suposições, que podem ter algum fundamento, mas na maioria das vezes não condizem com a verdade. Pessoalmente, acho que a tal "verdade" não existe. Se o universo está em movimento o tempo inteiro, transformando matéria, anti-matéria e tantas outras coisas, por que motivo nós, bípedes pensadores, devemos permanecer estáticos? Agora, siga o raciocínio: Se a verdade não existir, também não existe mentira (negação da verdade), logo não existe limite. Eu sou uma falsa impressão, diante de todas as impressões possíveis. Inspiração musical? Ah, claro que tem! É "Box" do Tokyo Police Club. Marcadores: desenhos, tokyo police club 0 Comentários08:34 Estou no Rio desde a última quinta-feira (29), por isso não tenho postado com muita frequencia. A falta de internet (e de qualquer outra coisa que me distraia) no apartamento da minha tia, me fez retomar alguns desenhos antigos, que estavam de certa forma esquecidos. Decidi pegar algumas versões feitas à mão e refazer, a partir do esboço escaneado, no Corel Draw. Foram horas divertidas, enquanto a monotonia saia para curtir a noite carioca. Então, vamos lá: O primeiro é um desenho um pouco paradoxal, foi feito no começo do ano passado, quando o meu gosto musical ainda estava fortemente ligado aos Strokes.
Marcadores: desenhos, the strokes 0 Comentáriosterça-feira, 27 de janeiro de 2009
17:30 A verdade é a seguinte: eu não saco nada de códigos. Nada mesmo. Diante da minha incompetência no setor, a ajuda de alguém seria indispensável para acertar o layout do sketching birds. Declaro como criptógrafa oficial a grande (ou nem tanto) Anneliese Fuchshuber, ou Anne para os íntimos. Enquanto eu não descubro essa linguagem maluca de símbolos e incontáveis "<" e "{", é ela quem vai decifrar tudo para mim. Antes de tudo, obrigada. Somos sócias aqui também! Retrato da Anne, feito a partir de fotografia no comecinho de 2008.(lápis e papel comuns). 0 Comentários domingo, 25 de janeiro de 2009
18:02 No começo de janeiro estávamos eu e a Clara (minha irmã) na casa da minha avó paterna, vendo algumas fotos antigas. Chegamos a um consenso: minha avó Sylvia tem bom gosto ao escolher seus óculos. Era um mais diferente que o outro, com armações grandes e lentes em degradê. Resolvemos investigar o atual paradeiro daqueles objetos preciosos. "Ô vó, você ainda tem seus óculos antigos?" "Tenho sim! Tem um cemitério de óculos no meu quarto!" Quando acabou a novela, ela nos chamou para mostrar o tal "cemitério". E como todo cemitério, aquele também era assutador, mas por motivos sensacionais. Eram muitos! tinha um ray-ban aviator dourado com lente verde do meu avô, uns bem grandões com armação "de tartaruga" e outros perfeitos para usar pra ir ao jóquei. Minha vó disse que era só escolher, podíamos pegar qualquer um. A única tristeza foi que a maioria das lentes tinha algum grau, então teriam que ser trocadas. Acabamos pegando três. Um deles tentei desenhar, mas juro que é mais bonito na verdade. ![]() 0 Comentários |
