Sabe o cachimbo do Magritte? (Aquele que diz que não é cachimbo coisa nenhuma)

Esse é o problema da representação: olhando assim de um jeito só, é impossível conhecer de verdade qualquer objeto. Um quadro com o desenho de um cachimbo realmente, Sr. Magritte, não é um cachimbo.
E os humanos, são o quê? Vemos uma pessoa, perguntamos seu nome. Será que a conhecemos? Longe disso! A tendência natural é que façamos deduções superficiais, que diante da complexidade da espécie, tem margem de erro incalculável. Assim, nos baseamos, na maior parte do tempo, em suposições, que podem ter algum fundamento, mas na maioria das vezes não condizem com a verdade. Pessoalmente, acho que a tal "verdade" não existe. Se o universo está em movimento o tempo inteiro, transformando matéria, anti-matéria e tantas outras coisas, por que motivo nós, bípedes pensadores, devemos permanecer estáticos?
Agora, siga o raciocínio: Se a verdade não existir, também não existe mentira (negação da verdade), logo não existe limite.
Eu sou uma falsa impressão, diante de todas as impressões possíveis. 
Inspiração musical? Ah, claro que tem! É "Box" do Tokyo Police Club.
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